quarta-feira, 3 de março de 2010
Acalmar a mente
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Curiosidades
domingo, 24 de janeiro de 2010
FIO CONDUTOR DA RESPIRAÇÃO

Vivekananda, em sua obra intitulada Filosofia Yoga, conta-nos uma história muito interessante:
“Certo ministro de determinado país oriental, tendo caído em desgraça, foi encerrado numa torre isolada no meio da floresta, onde deveria permanecer até a morte. Durante a noite, sua esposa foi até o local e começou a lamentar-se de sua infelicidade, entre lágrimas e soluços. Pediu-lhe então, o marido, que trouxesse na noite seguinte, um fio de seda bem comprido, um carretel de linha comum, um barbante forte e uma longa corda, bem como um pouco de mel e um besouro. Na noite aprazada lá estava a dedicada mulher, com todas as coisas pedidas pelo prisioneiro. Mandou-lhe então o marido, que amarrasse o fio de seda ao corpo do besouro pousando o bichinho na parede da torre, com a cabeça dirigida para o alto. Feito isso, recomendou-lhe que besuntasse as antenas do animal com um pouco de mel. Logo que se viu livre, começou o inseto a subir pela torre, levado pelo cheiro do mel que julgava estar em algum lugar sempre à sua frente. Não demorou muito e o besouro atingiu o alto da torre, onde o encarcerado apoderou-se do fio de seda, ordenando à mulher que amarrasse a linha à outra extremidade que ficara na terra. Feito isso, foi fácil ao prisioneiro puxar o fio de seda, trazendo até ele uma das extremidades da linha. De posse dela, mandou que a esposa amarrasse o barbante à ponta da linha, recolhendo-o em poucos segundos. Com o barbante na mão, com ele alçou a corda, também amarrada pela mulher, e finalmente, descendo por ela, libertou-se.”
O mesmo se dá com o Prânaâyâma (exercícios de respiração), acrescenta o autor:
“O discípulo, por meio do fio da seda da respiração, apodera-se da linha das correntes nervosas que circulam no corpo. Depois, com essa linha, apodera-se do barbante das atividades mentais, que lhe fornecem finalmente a corda do Prâna, com o que se liberta definitivamente da escravidão de uma vida não desperta.”


